segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Enchentes atingem 1,5 milhão de pessoas

Defesa Civil calcula quase 80 mil desalojados. Doenças e economia local preocupam

 

Brasília - O número de mortes em Santa Catarina em decorrência das chuvas subiu para 114 ontem. Em todo o Estado, as chuvas já afetaram 1,5 milhão de pessoas. De acordo com balanço da Defesa Civil Estadual, 78.707 estão desalojados ou desabrigados – 27.410 devem ficar em abrigos públicos e outras 51.297 estão em casas de amigos e familiares.

A água já baixou, mas os estragos permanecem. Há entulho pelas ruas, e as vítimas fazem filas em busca de doações. A preocupação agora é com a possível contaminação por doenças. Hospitais em Blumenau informaram ontem à Secretaria Municipal de Saúde sobre possíveis casos de contágio pela bactéria da leptospirose. Com as enchentes, aumentou o contato de pessoas com água contaminada.

Após enfrentar resistências entre moradores que estariam relutantes em abandonar as residências ameaçadas pelos deslizamentos, a Defesa Civil começou a "adesivar" as áreas de risco em Blumenau, uma das cidades mais atingidas pelas enchentes que atinge todo o Estado. A intenção é justamente evitar que famílias retornem aos seus lares e sejam vítimas de novos desabamentos.

Desde que os trabalhos de resgate das vítimas das enchentes foram iniciados em Santa Catarina, no dia 23, o Comando Geral de Operações Aéreas da Polícia Militar e Defesa Civil já contabilizou o socorro a mais de mil vítimas do desastre. Ao todo, são utilizados na região 19 helicópteros, enviados por diversos Estados brasileiros.

O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB), procurou tranqüilizar a população ontem. Ele afirmou que não vão faltar recursos para a reconstrução das cidades atingidas pelas fortes chuvas dos últimos meses. A declaração foi feita durante visita à Coordenadoria de Operações Aéreas da Defesa Civil, implantada no aeroporto de Navegantes (SC).

A economia local ficou arrasada com a tragédia causada pelo excesso de chuvas. A Secretaria da Fazenda de Santa Catarina projeta perdas volumosas na arrecadação dos municípios mais atingidos pelos deslizamentos e precipitações. Calcula-se que as cidades do Vale do Itajaí, Joinville e Jaraguá do Sul, fortemente atingidas, representem cerca de 40% da arrecadação estadual de ICMS. No total, é esperada uma diminuição de 15% ao mês nas receitas do Estado. O secretário estadual de Fazenda, Sérgio Alves, enviou pedido ao Conselho Nacional de Política Fazendária para que autorize a isenção de ICMS sobre as doações de empresas ao Estado. Constam na proposta itens como alimentos e roupas.

 

No Espírito Santo

O município de Marechal Floriano (ES) foi o mais castigado pelas chuvas da noite da última sexta-feira no Estado, segundo informou a Defesa Civil. Em Vitória, a região de Grande Cobilândia foi a mais atingida. Houve deslizamento de terra na BR-262, em Marechal Floriano, sem vítimas e prejuízos ao tráfego. O órgão informou que já são 21 cidades capixabas castigadas pelas chuvas, mais de dois mil desalojados e 241 desabrigados. (Com agências)

 

BNDES venderá R$ 50 bi em títulos para custear o pré-sal

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) planeja criar mecanismos de financiamento para o setor de petróleo, com soluções específicas para o pré-sal. 

O Programa de Investimento do Pré-Sal (Pips), em análise pelo governo, parte da premissa de que serão necessários US$ 50 bilhões para desenvolver as reservas abaixo da camada de sal em Santos até o final da próxima década. 

E sugere que os recursos sejam levantados no mercado doméstico como forma de desenvolver a indústria petrolífera brasileira. Uma idéia é o lançamento de títulos do pré-sal, que poderiam ser adquiridos no mercado local com o objetivo de captar recursos para a exploração das reservas. 

Em palestra no Rio de Janeiro, o diretor de Infra-estrutura do BNDES, Aluysio Asti, revelou que a instituição está trabalhando para criar novos produtos de financiamento para o setor.

 

Captação ampla

Os "títulos do pré-sal" poderiam ser adquiridos por pessoas físicas, mas os detalhes não foram divulgados. Também não ficou claro se o BNDES financiaria diretamente a exploração das reservas, mas fontes do banco avaliam que um empréstimo para este fim é natural e muito provável. 

O executivo do BNDES citou ainda criação de um funding. Os fundos de pensão podem, segundo ele, ser uma boa fonte de recursos. O estudo do BNDES foi feito a pedido do presidente Luiz Inácio da Silva, bem antes da crise, da queda do preço do barril e das supostas dificuldades de caixa da Petrobras. 

Em linha com as declarações de integrantes do grupo interministerial que cuida do assunto, uma das bases do estudo é não ter pressa para desenvolver as reservas. O pré-sal oferece a vantagem da escala de produção. Um caminho para desenvolver a indústria local e gerar emprego e renda no País.

– Não estamos aqui dizendo que vamos voltar à década de 70, mas não temos uma escala tão grande desde a década de 70 – afirmou o diretor de Infra-estrutura do BNDES. 

 

Longo prazo

O estudo do BNDES estima reservas de 50 a 70 bilhões de barris de óleo embaixo da camada de sal no cluster de Santos. Como as empresas não retiram o petróleo das reservas de uma vez, os investimentos são diluídos ao longo de décadas. Para explorar todas as reservas, o BNDES estima que serão investidos de US$ 600 a US$ 700 bilhões num prazo que dependerá do ritmo de produção dos campos do pré-sal. As estimativas se aproximam do que vem sendo divulgado por bancos de investimentos. 

– A necessidade de capital próprio, portanto, terá de ser substancialmente menor que o investimento; isso vai depender da velocidade de exploração – disse Asti. Para começar, o banco estima a necessidade de US$ 50 bilhões. É aí que entra o BNDES como catalizador de recursos. 

Diante da crise e da escassez de crédito no mercado internacional, o BNDES pode ser uma das saídas da Petrobras para tocar seus projetos. Em setembro, a Petrobras recorreu à instituição para a construção de cinco novas plataformas. De acordo com o mercado, as unidades podem custar cerca de US$ 6 bilhões. Os pedidos de financiamento envolviam a P-63, com vistas ao campo de Papa-Terra, em território capixaba; a P-62, para Roncador e outras três plataformas que não foram reveladas. 

Além dos cinco pedidos em consulta - o primeiro passo para um financiamento do BNDES - estão análise operações de crédito, que somam US$ 2,3 bilhões, para as plataformas P-55, P-56 e P-57, que somam investimentos de US$ 3,6 bilhões. Os projetos aprovados para plataformas no BNDES neste ano somam US$ 4,2 bilhões. 

Em entrevista recente a este jornal, um executivo da Petrobras cogitou a possibilidade de recorrer a bancos nacionais somente no próximo ano. No entanto, a oposição denunciou como problemáticas operações de crédito da empresa junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal (CEF). 

Além do petróleo em queda nos últimos meses, a Petrobras tem enfrentado desconfianças do mercado. Analistas manifestam preocupações com as despesas da companhia, que não teriam sido reveladas de maneira clara em seu último balanço.

 

Brasil x América Chavista

A perigosa diplomacia das empreiteiras

A transformação de um litígio comercial do governo do Equador com a construtora Odebrecht numa crise diplomática com o Brasil expõe os riscos da privatização do Itamaraty. 

A briga se relaciona com a construção da hidrelétrica de San Francisco, responsável pela produção de 12% da energia consumida pelo Equador. Um pedaço da usina desabou, seu funcionamento foi temporariamente interrompido e a construtora foi expulsa do país. 

Houve lances de truculência do companheiro-presidente Rafael Correa e há um debate técnico em torno da encrenca. A Odebrecht sustenta que o desabamento foi provocado pela erupção de um vulcão próximo. Como ela está no consórcio Via Amarela, o da cratera do metrô de São Paulo, e a tragédia foi atribuída ao movimento de uma rocha de 15 mil toneladas, tudo é possível. Até mesmo que a empreiteira esteja perseguida por uma urucubaca geológica. 

Em setembro, quando começou o litígio, a ministra Dilma Rousseff colocou as coisas no seu lugar, circunscrevendo-o às relações da Odebrecht com o governo equatoriano. O BNDES respaldou financeiramente a obra com o empréstimo de US$243 milhões, mas isso não pode significar que o Equador esteja condenado a quitar com dinheiro de primeira uma mercadoria de segunda. 

Nosso Guia se aborreceu porque o presidente Rafael Correa recorreu à Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional para discutir a fatura da empreiteira. Pois foi exatamente a essa instância que o consórcio Via Amarela aceitou submeter um litígio com o Metrô de São Paulo. O que vale para o Metrô não vale para o Equador? 

É comum que o Itamaraty seja colocado a reboque das empreiteiras. 

Quando isso acontece, o governo brasileiro sai emprestando dinheiro pelo Terceiro Mundo afora, toma calotes e deixa para a nova administração a tarefa de esquecer dívidas. Nosso Guia já perdoou cerca de US$1 bilhão de compromissos de Nigéria, Congo, Gabão e outras cleptocracias africanas. Tudo em nome de novas obras e de futuros calotes, bem como de alianças que acabam em traições, como no caso do apoio à pretensão brasileira de entrar para o Conselho de Segurança da ONU. 

A diplomacia das empreiteiras fez coisas do arco-da-velha no Iraque. 

Basta dizer que em certa ocasião o próprio Saddam Hussein reclamou de um empresário paulista que lhe oferecia material para construir uma bomba atômica. A aventura iraquiana levou à bancarrota uma das maiores construtoras do país, a Mendes Junior. Em 1980, a Odebrecht se meteu num tortuoso fornecimento da hidrelétrica chilena de Colbún-Machicura. 

Nesse episódio alguns amigos do general Pinochet perderam suas esperanças graças ao desassombro do embaixador do Brasil em Santiago, Raul de Vincenzi. Ele narrou a armação num telegrama ao Itamaraty e detonou a trama. 

A agenda dos empresários é uma coisa e a política externa de um país é outra coisa. Quando as empresas arrastam a diplomacia, reescreve-se a crônica de desastres das donatárias americanas na América Latina durante o século passado. 

No início do governo de Lula os americanos da concessionária de energia AES se encrencaram com uma dívida de US$1,2 bilhão com o BNDES. Em vez de enrolar o litígio nas bandeiras dos dois países, diplomatas, companheiros e empresários acertaram um perdão dos juros do calote (US$193 milhões). Graças ao trabalho dos profissionais, George Bush e Nosso Guia se tornaram amigos de infância.

Brasil x América Chavista

Mudança de rumo 
O Itamaraty retoma o controle da diplomacia com os países 
da América do Sul e endurece com o Equador
Contendas diplomáticas entre nações amigas são comuns, e o Brasil e seus vizinhos da América do Sul não estão imunes a elas. No governo Lula, porém, aliado incondicional do populismo desbragado que viceja no continente, esses atritos estão se tornando, paradoxalmente, muito freqüentes. Há dois anos, o presidente boliviano Evo Morales produziu uma confusão de bom tamanho ao expropriar refinarias da Petrobras. O venezuelano Hugo Chávez vive insuflando seus aliados para agir da mesma forma contra outras empresas brasileiras. O novo governo paraguaio quer rever o contrato da hidrelétrica de Itaipu e já anunciou que pretende confiscar terras de brasileiros no país. Diante de tantas fanfarronices, o presidente equatoriano Rafael Correa deu sua contribuição e anunciou festivamente que estava pendurando uma dívida de 250 milhões de dólares. Esperava contar com a mesma condescendência dispensada pelo governo brasileiro aos colegas bolivarianos. Não foi o que aconteceu. Numa ação inusitada, o Itamaraty convocou o embaixador em Quito, anunciou o fim das parcerias em obras de infra-estrutura e ameaçou recorrer a organismos internacionais para cobrar a dívida. Rafael Correa recuou.

A guinada de comportamento é resultado da substituição do alinhamento ideológico pela diplomacia e coincide com a saída de cena de Marco Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais do presidente Lula. Até a crise recente com o Equador, Garcia era responsável pelas negociações políticas e comerciais com os países sul-americanos. Sob seus desígnios, o Brasil passou a apoiar politicamente os chamados candidatos nacionalistas, teoricamente alinhados com o PT. O governo brasileiro agiu abertamente para eleger Evo Morales na Bolívia, Fernando Lugo no Paraguai e Rafael Correa no Equador. Marco Aurélio era quem dava a última palavra nas decisões diplomáticas que envolviam os vizinhos. "A mistura de diplomacia com política partidária trouxe sérios problemas para o Brasil. Lula demorou demais para perceber isso e tirar Marco Aurélio da linha de frente diplomática", afirma um diplomata com trânsito no gabinete presidencial. Agora, ele atua apenas como conselheiro de Lula. O embaixador Enio Cordeiro, subsecretário-geral do Itamaraty para a América do Sul, é o novo responsável pelo trabalho diplomático de tentar manter a harmonia no continente. Ele foi orientado a fazer isso independentemente de alinhamentos ideológicos e preferências políticas. 

As mudanças já produziram resultados visíveis. Além da vitória da diplomacia no salseiro com o Equador, outro sinal dos novos ares que sopram no Itamaraty é a reaproximação de Lula com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e o do Peru, Alan García. Eles eram evitados na era Marco Aurélio, que não escondia sua simpatia pelos terroristas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e pelo oposicionista peruano Ollanta Humala. A nova orientação do governo é para que os vizinhos bolivarianos sejam tratados comercialmente como qualquer outro país. A regra vale também para os países africanos, aos quais o governo pretendia ampliar seu raio de influência. Recentemente, o presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, anunciou a suspensão do pagamento da dívida externa com o Brasil. O Itamaraty ameaçou retaliar e ele anulou a decisão. Kikwete, então, solicitou o perdão da dívida. O pedido foi negado pelo Ministério da Fazenda. Espera-se que a reação enérgica que o Itamaraty teve com a Tanzânia e o Equador sirva de alerta para outros líderes intempestivos que ameaçam os interesses do país. Se continuar tomando atitudes firmes, o Brasil dará uma imensa contribuição para evitar que os seguidores de Hugo Chávez consigam transformar a América do Sul numa região sem lei

Peru - Rússia

Rusia y Perú firman convenio militar

Rusia y Perú firmaron el lunes nueve acuerdos, entre ellos el primero en Sudamérica para la instalación en este país andino de un taller de mantenimiento y capacitación técnica para helicópteros rusos. 

Los acuerdos fueron firmados por delegados de los dos gobiernos en un acto en la sede presidencial encabezado por el anfitrión Alan García y el presidente ruso Dmitry Medvedev, en visita de un día a Perú, la primera de un jefe de estado ruso a este país. 

El documento para la cooperación tecnológica-militar "es muy importante habida cuenta que gran parte del armamento del Perú tiene por origen Rusia y debe ser renovado", dijo García en un discurso previo a la firma de los acuerdos.

El Ministerio de Defensa ha indicado que la idea es que el taller funcione en hangares ya existentes del ejército en Lima y que se capacite a técnicos peruanos para reparar y fabricar piezas para helicópteros rusos tipo MI-8 y MI-17.

El centro de mantenimiento y reparación prestaría servicios a otros países de la región que poseen helicópteros rusos en sus flotas y además se ahorrarían costos al no enviar a Rusia los helicópteros para ser reparados, dijo el ministro de Defensa peruano Antero Flores a los periodistas tras el acto. Países como Venezuela y Colombia cuentan en sus flotas con naves rusas.

"Estoy seguro que su visita será la base de este relanzamiento (de las relaciones) que nos permita a los peruanos aprovechar el desarrollo tecnológico de Rusia tanto en el campo genético, espacial y también en el tema del desarrollo petrolero y gasífero y de la petroquímica", indicó García.

Más tarde en otra declaración junto a Medvedev en la casa de gobierno, García invitó a las empresas rusas a instalarse en el país y ratificó a su invitado el deseo de negociar con Moscú dos acuerdos más: uno para la promoción y protección recíproca de inversiones y otro para evitar la doble tributación.

Medvedev dijo a su turno que apoyaba la idea "de que necesitamos desarrollar nuestros contactos económicos en el campo de energía, electricidad, gas, puertos marítimos, tenemos que implementar proyectos de transportación de petróleo, de gas, de la industria minera".

Usted, dijo el presidente ruso hablando con traducción oficial al español, "acaba de mencionar el volumen pequeño de nuestro comercio bilateral y tenemos que aumentarlo".

De acuerdo con García en los años 80 el comercio peruano-ruso era de unos 300 millones de dólares y actualmente las exportaciones peruanas a Rusia son de apenas entre 13 y 15 millones de dólares anuales.

Entre otros de los acuerdos firmados figura uno de los bancos de exportación ruso y el banco central peruano para facilitar trámites y proyectos de exportación entre las dos naciones y uno más para la cooperación, intercambiando datos, en la lucha contra las drogas.

El presidente ruso llegó aquí para participar sábado y domingo en la XVI cumbre del Foro de Cooperación Económica Asia-Pacífico (APEC) y realizar el lunes una visita oficial a Perú, primera fase de su gira que incluye, Brasil, Cuba y Venezuela.

Peru - Rússia

Rusia instalará taller de helicópteros militares en Perú
Presidentes de ambos países firmaron acuerdo que permite 
transferencia de tecnología y capacitación del personal necesario.
Los presidentes de Rusia, Dmitri Medvédev, y Perú, Alan García, avanzaron hoy en la cooperación militar, al aprobar la instalación de una planta de reparación de helicópteros, y dejaron para más adelante la promoción de las inversiones.

La visita de Medvédev, la primera de un mandatario ruso a Lima, permitió la firma de siete convenios con su colega peruano en Palacio de Gobierno.

Uno de ellos hará posible el establecimiento de una planta de reparación de helicópteros de origen ruso en Perú, la transferencia de tecnología necesaria y la capacitación del personal necesario para operarla.

Se trataría de la primera planta de reparación de este tipo en América Latina, con capacidad para hacer mantenimiento y reparación a los cerca de 60 helicópteros rusos que posee el Ejército peruano.

Al recibir este tipo de capacitación, los operarios peruanos estarían en condiciones de ofrecer servicios en este campo a las fuerzas armadas de los países vecinos, declaró el ministro de Defensa, Antero Flores Aráoz, al diario La República.

La planta se levantaría en los talleres de mantenimiento del Ejército en Lima y estaría lista en unos cinco o seis meses, informó el viceministro de Defensa, Rafael Aíta.

El resto de acuerdos firmados se refieren a cooperación científica, cultural, antinarcóticos y transparencia electoral, así como de promoción al comercio exterior.

"Pese a que los acuerdos comerciales no sean muchos en este momento, con los convenios que acabamos de firmar, si hacemos esfuerzos sobrios, permitirán elevar nuestras relaciones a otro nivel y hablar de intercambios de miles de millones de dólares", dijo hoy Medvédev.

El gobernante ruso destacó que ambas naciones tienen bases suficientes para impulsar la cooperación en los campos de energía, hidrocarburos, minería, industria espacial y energía nuclear, más allá de los tradicionales contactos militares y técnicos.

A su turno, García expresó su orgullo y satisfacción por "todos estos convenios que marcan un segundo capítulo" en la relación bilateral y "un relanzamiento" de sus lazos históricos.

El jefe de Estado peruano pidió a su colega ruso avanzar en el convenio de promoción y protección de inversiones, y "un acuerdo que evite la doble tributación y facilite la presencia de sus empresarios."

"Su presencia en el Perú es un punto de orgullo y de profunda satisfacción. Hace mucho tiempo queríamos estrechar nuestra relación con la Federación de Rusia, una relación que tiene profundas raíces históricas", agregó.

Emergência em Santa Catarina

Forças Armadas e Polícias Estaduais unidas na missão
humanitária em Santa Catarina

Kaiser Konrad 
Reportagem e Fotos
Enviado Especial a Navegantes e Ilhota/SC

<- Membros da FAB, EB e FNSP operando em SC


Um dos maiores desastres naturais do País já contabiliza números estarrecedores: 114 mortos, 19 desaparecidos e 78 mil desabrigados. Os deslizamentos de terra e enchentes em Santa Catarina provocaram comoção nacional. 

Milhares de doações de alimentos, água, roupas e remédios estão sendo transportadas às regiões mais afetadas. As polícias Civil e Militar do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, órgãos federais e estaduais e a Força Nacional de Segurança Pública estão participando com helicópteros e equipes de resgate.

Todas as ações são coordenadas pela Defesa Civil/SC. As operações aéreas estão concentradas na região do Vale do Itajaí. No Aeroporto de Navegantes foi montado um Quartel General de operações aéreas e seu comando está a cargo do Tenente Coronel Milton Kern Pinto, do Batalhão de Aviação da Polícia Militar de Santa Catarina.

Segundo ele “estão sendo utilizados simultaneamente 17 helicópteros, e as mudanças repentinas nas condições meteorológicas fazem com que os vôos sejam de alto risco”. Ao Ten Cel Kern estão subordinadas todas as missões aéreas de ajuda humanitária, resgate e apoio na região afetada, o que inclui, também, a participação da FAB, que opera no local dois CH-34 Super Puma, do 3º/8º GAV (BAAF), dois H-1H do 5º/8º GAV, e um H-60 Blackhawk do 7º/8º GAV (BAMN). 

As equipes SAR da Força Aérea têm cumprido importantes missões, principalmente as aeronaves H-1H “Sapão” do Esquadrão Pantera (BASM). Um problema enfrentado é que o tamanho dos helicópteros operados pela FAB tem impedido a aproximação em locais de difícil acesso, o que restringiu suas operações. Em alguns momentos as aeronaves ficaram no chão por falta de missão. Planeja-se o uso dos Super Puma para transporte de carga e pessoal até um posto avançado e de lá, através de helicópteros Esquilo e Colibri, será feito o transporte às regiões com dificuldade de aproximação e pouso.
Um detalhe que chamou a atenção de integrantes da Defesa Civil foi os vôos de Comunicação Social organizados pela FAB, onde decolam duas aeronaves, uma delas com ajuda humanitária e outra com equipes de TV, e que tem a finalidade de documentar as ações da Força Aérea Brasileira em apoio às famílias desabrigadas. 

Ajuda que vem do céu

As operações de transporte médio de carga estão sendo realizadas a partir da Base Aérea de Canoas. Aviões CASA C-295 FAB 105A Amazonas do 1º/15º GAV – Esquadrão Onça (BACG) e do 1º/9º GAV – Esquadrão Arara (BAMN) transportam água potável, remédios, roupas, equipamentos e alimentos até Navegantes. “Em função da distância e do tempo de carregamento e descarregamento, estão sendo realizadas quatro missões de transporte por dia”, disse o Major Lopes Junior, do Esquadrão Onça. 

Chamada de “ponte aérea da solidariedade”, estas missões que duram cerca de 3h30min cada uma podem transportar até 28 toneladas por dia. “Como militar e brasileiro sinto muito orgulho de participar desta missão humanitária”, disse o Tenente-aviador Manoel Marques Carneiro, um dos pilotos do Onça. ”O apoio que estamos recebendo de militares, policiais e voluntários, em qualquer hora do dia ou da noite durante nossas missões têm denotado a importância do trabalho que realizamos em prol de quem precisa da gente”, finaliza.
Os vôos de transporte da V Força Aérea fazem a primeira etapa das operações aéreas de ajuda humanitária em Santa Catarina. O transporte até a população é feito principalmente através de helicópteros. A Polícia Civil do Estado de São Paulo está integrando a operação com um helicóptero Esquilo e quatro tripulantes. 

O Pelicano 4 decola de Navegantes e participa de buscas em Ilhota e no Morro do Baú, os locais mais atingidos pelas inundações e deslizamentos de terra. Cada vôo é feito a baixa altura e sempre informando a localização e sentido devido ao tráfego elevado de aeronaves na região. Os tripulantes ficam atentos para qualquer sinal de pessoas isoladas ou necessitando de socorro. O cenário é desolador, as poucas casas que não estavam submersas foram abandonadas. As encostas de alguns morros caíram em avalanches de lama. Localidades inteiras foram abandonadas.
“Nas zonas mais isoladas onde só é possível chegar de helicóptero nós levamos todo tipo de mantimentos. Somente num dia fizemos nove missões. Para executá-las temos uma autonomia de uma hora de vôo em função do peso colocado a bordo”, disse o Delegado Fabio Coan, comandante da aeronave. “Não temos previsão para retornar a São Paulo, estamos aqui para ajudar”.

Exército e Marinha montam operação de guerra

O Comando Militar do Sul colocou suas unidades na região em prontidão. As tropas subordinadas à 14º Brigada de Infantaria Motorizada estão participando do resgate, transporte e atendimento às vítimas. Blindados de transporte M113 da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada estão sendo utilizados devido à dificuldade de locomoção nas ruas enlameadas. 

Uma equipe de oito médicos militares do Hospital de Guarnição de Florianópolis está realizando atendimentos na região de Navegantes e Balneário Camboriú. Segundo o Major Farmacêutico Julio Cesar Zanatta, “um número maior de profissionais de saúde poderá ser empregado caso haja uma determinação superior”. Em Blumenau o Comando da Aviação do Exército está operando 5 helicópteros no pátio do 62º Batalhão de Infantaria. 

O 5º Distrito Naval enviou a Santa Catarina duas aeronaves UH-12 do 5º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral. Soldados do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais de Rio Grande também foram mobilizados. A Marinha contribui com 47 militares, viaturas e embarcações do tipo “Flex Boat”. Não está descartado o aumento do efetivo das Forças Armadas na região durante a próxima semana.